Aberta a disputa
pelo espólio de
Renan Calheiros
Renan continua descendo a ladeira e seu espólio já é disputado no Senado, com preferências e vetos, como o feito ao ex-presidente José Sarney, um nome sempre lembrado para qualquer coisa, mas que, como macaco velho, não mete a mão em cumbuca: jamais disputa qualquer cargo e sempre manobra para ser o nome de ‘salvação nacional’. Desta vez não será.
Voltando a Renan, ele já perdeu o gabinete da presidência do Senado; seus seguranças, os trogloditas que sempre o acompanharam durante toda a crise, como se ele tivesse medo até de ser agredido por seus pares; o luxuoso carro da presidência – vai ter que se contentar com um carro igual ao dos demais senadores; a residência oficial, que terá que deixar; e, finalmente, o uso dos jatinhos da FAB, o que o fez ficar em Brasília no feriadão, por medo de ser vaiado ao viajar, como qualquer mortal, num avião comercial.
É muita perda para uma crise que começou com uma simples ‘puladinha de cerca’, mas não ficará restrita a isso. Ele continua garantindo que não renuncia ao mandato, mas isso já não vem ao caso porque, uma vez aberta a representação no Conselho de Ética, esta saída deixa de existir para a manutenção dos direitos políticos e o recurso a uma nova eleição.
De qualquer forma, os prazos continuam valendo: todas as representações – agora são quatro no Conselho de Ética – tem prazo para serem votadas até o dia de finados e as perspectivas para Renan são as piores possíveis, principalmente porque ninguém, inclusive o governo, enredado com a votação da prorrogação da CPMF, quer correr o risco de vê-lo voltar ao Senado em 45 dias.
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