quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Fantasma de
Renan ainda
emperra CPMF

Enquanto o governo tenta desesperadamente entrar em acordo com a oposição para aprovar a prorrogação da CPMF sem que haja solução de continuidade em sua cobrança, o que lhe garantiria os R$ 40 bilhões de arrecadação previstos para o ano que vem, o fantasma do presidente licenciado do Senado ainda pode trazer problemas.
Na quarta-feira, o senador Jefferson Peres, relator do processo contra Renan no Conselho de Ética, pressionado por acusações antigas que já foram engavetadas há muito tempo, na época da antiga Sudam, ocupou a tribuna do Senado para defender-se e dizer que não é alguém ‘chantageável’. Ele não apontou a origem das acusações, mas fez questão de dizer que recebera carta de Renan negando qualquer interferência no caso. Se acreditou ou não, é uma questão. Se se sentiu tocado pela chantagem, ninguém sabe.
Paralelamente, o senador Garibaldi Alves, do PMDB do Rio Grande do Norte, lançou sua candidatura à sucessão de Renan Calheiros, apesar de os líderes do partido terem dito, no mínimo, que isso seria uma falta de respeito porque a cadeira de presidente do Senado ainda não estava vazia. Mas foi o próprio Renan Calheiros que deu sinal verde para que começassem as discussões em torno de sua sucessão.
Os dois episódios não têm ligação, a não ser a figura do próprio Renan, e podem tumultuar as negociações da prorrogação da CPMF, que estão em fase final de discussão entre governo e oposição. Com prejuízos evidentes apenas para o governo, que demorou a abandonar o antigo aliado. Seria uma vingança?

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