Licença médica,
a última cartada
de Renan Calheiros
Renan Calheiros embolou mais uma vez o meio de campo ao pedir uma licença de 10 dias alegando problemas de saúde, o que pode atrasar o julgamento dos processos que tem no Conselho de Ética, apesar de alguns senadores, como Renato Casagrande, acharem que a manobra não interfere no prazo que ele tem para apresentar sua defesa, que seria feita por escrito.
Na tentativa de salvar ao menos o seu mandato, já que a presidência do Senado ele já considera perdida, Renan joga suas cartas agora atabalhoadamente, perdendo o sangue frio que manteve em todo o processo, até que Lula e o PT lhe tiraram o tapete e ele teve que finalmente licenciar-se da presidência do Senado.
Mas nosso senador de Murici ainda tem algumas cartas na manga, que vem guardando para a ocasião mais propícia (pelo menos para ele). Uma delas é a possibilidade de voltar à presidência da Casa, o que faria retornar a crise e paralisaria os trabalhos, inviabilizando qualquer tentativa do governo de aprovar o que quer que seja, muito menos a prorrogação da CPMF.
Seria uma última e desesperada ameaça para fazer com que o PT e o governo ainda o apoiassem nos processos que tem a enfrentar e num possível novo julgamento no plenário do Senado.
Só esquece que uma manobra desse tipo poderia ter uma conseqüência rápida e fatal, com o andamento de seus processos sendo acelerado para que tudo termine rapidamente e a nova crise não dure tanto para não prejudicar a própria aprovação da prorrogação da CPMF.
Esta, por sua vez, continua encruada. Ou o governo cede na questão da alíquota ou na redução da carga tributária seja por onde for, ou ela não passa. Pelo menos esse ano.
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