terça-feira, 9 de outubro de 2007

Renan Calheiros
conseguiu unir
todos contra ele
O mínimo que se tem dito atualmente, no Senado, é que Renan Calheiros levou a Casa para a sarjeta. Após as últimas manobras desesperadas para manter-se no caso a qualquer custo, como o afastamento de Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos da Comissão de Constituição e Justiça, e a tentativa de espionagem de senadores contrários a ele, nosso coronel de Murici parece ter conseguido o impossível: uniu praticamente todos contra ele.
Restam-lhe uns poucos cães de guarda, como Leomar Quintanilha, Almeida Lima e Wellington Salgado – este último apenas até dezembro, quando deve deixar o Senado principalmente por medo do que pode acontecer com a investigação de que é alvo por sonegação fiscal, ao desviar dinheiro recolhido dos funcionários de seu complexo educacional para pagamento de Imposto de Renda.
Agora, a própria líder do PT, Ideli Salvatti, partido antes aliado incondicional de Renan, já admite consultar a bancada antes de tomar uma posição, o que quer dizer que o apoio ao nosso senador já subiu no telhado, e Aloizio Mercadante defende um movimento suprapartidário para destituir o presidente do Senado.
A ironia disso tudo é que Renan Calheiros cavou a própria sepultura quando, por messianismo, achou-se acima de tudo e de todos e resolveu permanecer na presidência do Senado pensando que assim seria mais fácil contornar as primeiras acusações. Tivesse sido um pouco mais humilde e oferecido o cargo com a desculpa de deixar o Senado mais a vontade para apurar tudo, e de defender-se livre de quaisquer injunções, talvez tivesse conseguido manter ao menos o mandato. Agora, é tudo uma questão de tempo para uma queda humilhante.

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