Renan pode
resistir só até
o dia de finados
Renan Calheiros tem data certa para cair: todas as suas representações têm que ser julgadas até 2 de novembro, sexta-feira, dia de finados, ou o Senado será inteiramente paralisado, o que implica risco total para a aprovação da CPMF, que o governo tanto quer e já conseguiu fazer passar na Câmara dos Deputados.
Na noite de terça-feira o movimento contra Renan ultrapassou os muros do Senado e chegou à Câmara. Num jantar em casa do deputado José Aníbal (PSDB-SP), 18 senadores e 48 deputados resolveram iniciar o movimento “Fora Renan”, que vai recolher assinaturas para pedir seu afastamento da presidência do Senado e promete uma obstrução total das duas casas legislativas, com evidentes prejuízos para a credibilidade política e o andamento do país.
Também na tarde/noite de terça-feira, o Senado viu-se enredado em intenso tiroteio, com Renan de um lado e uma série de senadores, inclusive a líder do PT, Ideli Salvatti, pedindo seu afastamento da presidência, o que levou a infindáveis bate-bocas.
O Palácio do Planalto parece finalmente convencido de que seu aliado já era, mas pouco pode fazer contra a teimosia irracional de um ‘aloprado’ que parece fora de controle e, apesar de quase um morto-vivo, ainda resiste a deixar a presidência do Senado como se abandonar o cargo fosse a própria morte.
Enquanto isso, o pontapé inicial de sua derrocada política, Mônica Veloso, fazia o maior sucesso no Congresso, com a revista Playboy batendo recordes de venda. Todo mundo querendo ver se Renan, ao menos, teve um motivo de bom gosto para cometer seu suicídio político.
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