Votação da
CPMF encrenca
no Senado
Como já era esperado, a coisa se complicou para o governo na tramitação da aprovação da prorrogação da CPMF no Senado, mesmo depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter ameaçado com o aumento de outros impostos.
Do exterior, o presidente Lula, em périplo pela África e tal vez desinformado do que está acontecendo aqui, continua insistindo na prorrogação pura e simples e do jeito que foi aprovada na Câmara, embora alguns de seus ministros já tenham acenado com compensações.
O problema é que a oposição não confia nas promessas do governo que, de modo geral, não costuma cumpri-las mesmo, como aconteceu na aprovação da prorrogação na Câmara: o governo retirou três novas bolsas de auxílio a jovens carentes de uma MP, num acordo para que a CPMF andasse, e as reapresentou logo depois.
Para que o Senado aprove a medida estão sendo oferecidas compensações que vão de desoneração das folhas de pagamento à isenção para quem ganha menos – isenções essas que já existem e beneficiam até aposentados que ganham até 10 salários mínimos.
A queda de braço entre governo e oposição promete esquentar e periga de o governo ver ultrapassado o prazo para que a CPMF continue em vigor como está. De qualquer forma, vai ter que perder alguma coisa, se mais não for, abrindo mão de parte da alíquota de 0,38% já para 2008.
Como complicador, a fidelidade partidária, que já preocupa três senadores que deixaram o DEM – Edson Lobão, Romeu Tuma e César Borges – que até admitem voltar ao partido pelo risco de perderem o mandato, e assim não poderiam mais votar com o governo.
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