quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A CPMF
subiu no
telhado

Confiantes de que o governo não tem mesmo o mínimo de 49 votos para conseguir aprovar a prorrogação da CPMF no Senado, a oposição resolveu passar da obstrução à limpeza da pauta para levar a matéria imediatamente ao plenário, o que poderia acontecer no dia 14 de dezembro, em primeiro turno.
Só o DEM e o PSDB não teriam os votos necessários para impedir a prorrogação da CPMF, mas os dois partidos da oposição contam com a insatisfação de parte da base aliada, que votaria com a governo em troca de benesses e outras concessões, em que agora não mais acreditam.
A culpa desse ‘imbroglio’ é unicamente do governo, pela inabilidade de negociar, as promessas falsas e a própria falta de palavra para cumpri-las, como acabou de acontecer com o projeto de reforma tributária, que deveria ser parida até 30 de novembro, mas que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já anunciou que ficaria para depois. Depois quando, cara pálida, se perguntaram alguns aliados rebeldes.
Agora, como medida de desespero, o próprio presidente Lula anuncia que vai entrar no jogo, fazendo corpo a corpo com os senadores, mas quem vai acreditar no chefe de um governo que jamais cumpre o que promete?
Em paralelo, o governo faz chantagem anunciando a suspensão de algumas medidas que, segundo ele, trariam gastos que não poderiam ser feitos sem a CPMF, como aumento do funcionalismo, desoneração fiscal para a indústria e aprovação final da proposta do orçamento. Mas não fará isso porque sabe que terá que pagar a conta.
A líder do governo no Senado, Ideli Salvatti, ainda tem esperanças e diz que o governo terá os votos necessários na hora da verdade. É esperar para ver, e a hora do confronto está chegando.

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