terça-feira, 6 de novembro de 2007

De Renan a
CPMF e novos
mandatos

E Renan Calheiros voltou ao Senado caladinho, mas admitindo esticar sua licença da presidência da Casa, que termina dia 26. Com isso, apesar de não tentar fazer marola, embola um pouco mais o meio de campo porque sua sucessão continuaria sendo discutida apenas nos bastidores e o Senado permaneceria sob o comando de um presidente interino, com conseqüências algo negativas, apesar de Tião Viana, do PT, estar dando conta do recado.
Mas ele só quer, agora, tentar salvar seu mandato, comprometido pelas atitudes que tomou quando achava que ninguém teria coragem de enfrentá-lo enquanto teimasse em permanecer como presidente do Senado. Jogou no que viu e perdeu no que não pensou, mas ainda mantém esperança, que é mesmo a última que morre.
Enquanto isso, a prorrogação da CPMF está a um passo da aprovação com as últimas concessões feitas pelo governo para adoçar a boa vontade dos senadores do PSDB que, de resto, só precisavam de uma desculpa para agir nessa direção. Tanto que o próprio presidente Lula já declarou não estar mais preocupado – se é que em algum momento esteve. “Estou tranqüilo, vai passar” disse ele.
Os senadores do PSDB só estão chiando com a movimentação dos amigos ‘aloprados’ de Lula que insistem em levar adiante a discussão de um terceiro mandato que ele, ainda humildemente, diz que não quer. Mas considerando declarações de candidatos à presidência do PT, como a de Walter Pomar, de que o projeto do partido não depende de uma só pessoa, mas de um terceiro mandato, aí tem coisa. E já que a democracia de nossos vizinhos anda passando apertos, é coisa feia.

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