quarta-feira, 7 de novembro de 2007

E a CPMF
acabou subindo
no telhado

Renan Calheiros, o ex-grande aliado do governo no Senado, parece ter virado um talismã ao contrário, um verdadeiro pé frio. Bastou que ele voltasse a Casa, apesar de quietinho e caladinho, para o caldo entornar para o governo. A prorrogação da CPMF, que já estava quase sendo engolida pelos senadores do PSDB, mesmo em desacordo com a bancada do partido na Câmara, foi para o espaço.
Os senadores do PSDB, que estavam seduzidos pela idéia vendida pelo governo de que poderiam precisar do imposto em caso de uma possível alternância de poder em 2010, fecharam questão contra a aprovação da prorrogação por considerarem parcas e ineficientes as desonerações tributárias oferecidas pelo governo. E foram apoiados por três governadores, que antes também apoiavam a medida: Aécio Neves, de Minas Gerais, Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e Teotônio Vilela, de Alagoas. São 13 votos a menos nas contas do governo.
Para complicar, o PDT também resolveu criar caso e exigir redução da alíquota, já para 2008, para aceitar aprovar a prorrogação. A rebelião foi anunciada pelo senador Jefferson Peres e implica mais cinco votos contra.
Pelas contas atuais, o governo teria 32 votos fechados contra a prorrogação: 14 do DEM, 13 do PSDB e cinco do PDT. Sobrariam 49 votos da base aliada que dariam, teoricamente, para aprovar a prorrogação. Mas só teoricamente, porque existem muitas dissidências nessa base aliada.
De qualquer forma, o prejuízo não seria tão grande porque a contribuição pode ser recriada e o governo só perderia os três primeiros meses de arrecadação de 2008.

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