segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Tudo continua
como dantes no
quartel de Abrantes
Minhas pequenas férias duraram um pouco mais do que o esperado, devido a inúmeros assuntos a serem postos em dia, mas parece que nada mudou no horizonte e os três assuntos em pauta continuam basicamente os mesmos: as especulações sobre o terceiro mandato, a queda de braço entre governo e oposição para a aprovação da CPMF e o julgamento do terceiro processo contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros.
No primeiro caso, o terceiro mandato assusta até integrantes mais independentes do PT que não são áulicos de Lula, como o presidente em exercício do Senado, Tião Viana, para quem o debate só tende a crescer na medida em que a credibilidade das instituições diminuir, como é o caso da crise no Legislativo, e se liga à própria aprovação da CPMF e a uma possível absolvição do Renan Calheiros, com conseqüências nefastas para a instituição Senado.
No caso específico da CPMF, tudo indica que o governo, por sua própria inabilidade, finalmente perdeu – se não houver grandes traições no PSDB – e deixará de arrecadar no mínimo R$ 10 bilhões (calculo da arrecadação nos três primeiros meses de 2008) por causa da ‘noventena’, se tiver que recriar o ‘imposto’.
Renan, finalmente, de velha e escolada raposa política, parece que não aprendeu nada em suas décadas de vida pública e continua querendo esconder-se atrás do cargo de presidente do Senado, negociando sua saída em troca da manutenção de seu mandato.
Parece incrível, mas nosso coronel de Murici não consegue perceber que só livrando-se do cargo sem condições é que poderia salvar-se, como teria acontecido há muito tempo se sua primeira atitude tivesse sido renunciar para ser investigado com isenção da primeira acusação. E ainda seria invejado pelo caso com Mônica Veloso.

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