terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Agora é Lula
contra os
ministros

O governo está absolutamente dividido entre o chefe do executivo e seus principais auxiliares. Enquanto o presidente Lula, que tanto gosta de se comparar a JK e Getúlio Vargas, assumiu uma posição sensata, com jeito de estadista, seus ministros partiram para a guerra, na base do quanto pior melhor, achando que podem jogar nos ombros da oposição tudo o que fizerem de mal agora.
Alguns chegam a ser piegas, como Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social, que chegou a dizer com todas as letras, que “eles votaram contra nossas crianças.” Ora, direis ouvir estrelas...
Já Guido Mantega, da Fazenda, assacou ameaça pueril de criar um novo imposto nos moldes da perdida CPMF, mostrando despreparo porque isso seria ilegal. E Paulo Bernardo, do Planejamento, brande não só corte de obras do PAC como de aumento de servidores e até de suspensão de concursos públicos para substituição de terceirizados.
São os raivosos falcões de Lula querendo briga.
Lula, ao contrário, após décadas de lutas forjadas na oposição e com fino tino político, apesar da pouca cultura, parece ter aprendido muito em seus cinco anos de governo e sabe que não pode ser por aí, principalmente porque há excedentes de arrecadação, o país está crescendo e tudo pode se ajeitar naturalmente, principalmente se fizer uma reforma tributária digna do nome.
Com aprovação em alta, sabe mais: do que fizer agora depende o futuro próximo do país e sua própria biografia.

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