terça-feira, 11 de dezembro de 2007

E a CPMF dança
por falta de
palavra do governo

Estatística foi feita para se provar o que se quer provar e isso o governo federal faz muito bem quando diz que os ricos pagam mais CPMF do que os pobres. Entretanto, estudo de professora da Fipe em proposta para reforma fiscal do Fecomércio prova exatamente o contrário. Os ricos pagam mais em quantidade, mas os mais pobres são mais penalizados por pagarem a CPMF indiretamente em tudo o que compram, inclusive a cesta básica.
Fora isso, a prorrogação do imposto do cheque foi terrivelmente mal conduzida e sua trajetória terminou em melancólicos ataques de Lula aos senadores da oposição que são contra a sua manutenção, principalmente suas diatribes a respeito de o povo lembrar o nome dos que querem impedir o governo de ‘manter seus programas sociais’. Esse talvez tenha sido o último tiro no pé, já que o que mais quer a oposição é que o povo se lembre mesmo dos senadores que se recusam a manter o imposto perverso.
Isso sem falar nas promessas de um governo sem palavra. Veja-se apenas uma delas: o envio ainda em novembro de uma proposta de reforma tributária para redução de impostos que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, achando que a prorrogação já estava no papo, simplesmente adiou para data futura.
Agora mesmo, ao se convencer de que não terá mesmo os votos necessários, o governo adiou a votação de hoje para amanhã, quarta-feira, revoltando até mesmo o presidente interino do Senado, Tião Viana: “Não se pode tratar uma questão dessa natureza como uma brincadeira de criança”, o que foi resumido por Agripino Maia, líder do DEM: “Não é questão de ter votos, é questão de ter palavra ou não.”

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