quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Perder a CPMF
não será, afinal,
o fim do mundo

Para o governo de Lula, já não se trata de perder ou ganhar R$ 40 bilhões com a CPMF, mas simplesmente não perder prestígio e espaço político. O presidente não admite ser derrotado pela oposição ­ e abandonado por alguns aliados – como se isso fosse terrível e pudesse manchar sua reputação e trajetória política.
Isso faz parte do centralismo de Lula e de sua história de líder messiânico que não pode perder jamais, esquecendo que ele perdeu algumas eleições presidenciais antes de chegar ao Palácio do Planalto.
O desespero do líder petista (ou diríamos, agora, lulista?) é tanto que ele, após ter lançado tantos impropérios contra os Democratas, foi capaz de procurar em segredo – logo revelado – o governador José Roberto Arruda, o único do partido, para tentar uma conciliação em busca de votos para emplacar a sua CPMF.
Não conseguindo, partiu para o impensável: prometer ao PSDB aplicar todo o dinheiro da CPMF na área da saúde. Só que a promessa veio tarde e, de mais a mais, quem ainda no Senado acredita nas promessas de Lula, que costumam durar o tempo que ele leva para conseguir seus objetivos e depois são esquecidas?
O jogo está jogado. Ou a CPMF é votada hoje, após a eleição de Garibaldi Alves para suceder Renan Calheiros na presidência do Senado e o governo provavelmente perde ou fica para 2008, o que também seria uma vitória da oposição.
Uma vitória que Lula devia ver em sua real perspectiva, porque não é o fim do mundo perder-se uma batalha e ele, mais do que ninguém, por sua trajetória mesmo, devia saber disso. Bastaria esquecer a vaidade, que aumentou desmesuradamente após sua eleição, e a arrogância de quem acha que pode tudo. E seguir em frente,

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