Reação de Lula
é de político
que cresceu
O Barão de Itararé tinha máximas famosas, verdadeiras pérolas de sabedoria popular, e uma delas se aplica à perfeição aos dias que estamos vivendo. Diz que “de onde menos se espera é de onde não sai nada mesmo”. Ela é perfeita para a reação de alguns áulicos de Lula, como os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, do Planejamento, Paulo Bernardo, e do ‘gafeiro-mor’, Guido Mantega, da Fazenda.
O primeiro, após a grande derrota do governo no Senado, apressou-se a dizer que a Saúde estava perdida – como se tivesse sido achada um dia. O segundo chegou a cancelar – de boca, naturalmente –, as obras do PAC. E o terceiro, em entrevista a um jornal paulista, anunciou a criação de nova contribuição, nos moldes da extinta CPMF, destinada à saúde.
E isso só para ficar nos catastrofistas do governo, porque também há os áulicos que correm por fora, como o senador Francisco Fornelles, do PP do Rio, que foi capaz de declarar que um dos grandes perdedores seria o próprio estado que representa, pela suspensão das obras do PAC.
Felizmente, são cabeças que podem até pensar pelo governo, mas não tem autonomia para por em prática as bobagens que pensam – se é que pensam...
Ao contrário, o presidente Lula, de quem se esperava a reação mais raivosa à sua primeira grande derrota política, desta vez está agindo como um estadista – é preciso reconhecer. Com serenidade, está admitindo não só a derrota como percebendo, apesar de um ou outro escorregão, que a decisão do Senado representou a vontade do país.
Desmentiu Mantega e a criação de novo imposto, já disse que manterá o superávit primário e as obras do PAC e ainda vai estudar o que fazer. Se não estiver fingindo, mostrará que cresceu com a derrota, o Brasil estará ganhando um dirigente mais sério e poderá começar a trilhar novos caminhos. Oxalá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário