segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Verdades e
mentiras
sobre CPMF

Se o governo não tentar adiar mais uma vez a votação da prorrogação da CPMF, tudo se resolve nesta terça-feira, para o bem ou para o mal. José Múcio Monteiro, ministro das Relações Institucionais, que cuida do assunto, diz que o placar é apertado, mas que o sim ganha. Já Lula, o presidente que nunca sabe de nada quando não quer, parece que desta vez está sabendo mais do que devia, até adivinhando o tamanho do não que vai levar, e que o incomoda tanto, a ponto de se esfalfar em impropérios contra a oposição e falsas estatísticas.
A primeira diz respeito a quem paga a CPMF, que, segundo ele, seria um imposto insonegável, e por isso rejeitado pelos ricos e as elites. Na verdade, não é bem assim e o rico acaba pagando muito menos porque até os bancos preferem assumir a CPMF de suas (deles) aplicações para manter suas contas milionárias. E o pobre, que nem tem conta em banco, paga sempre porque do café ao arroz, do feijão ao sapato, em tudo já está incluída a CPMF que os comerciantes e fabricantes pagam. Para o pobre, é realmente um imposto insonegável.
Sobre as estatísticas e informações de que a CPMF vai fazer muita falta na diminuição da pobreza e da desigualdade social, brandidas com frases altissonantes por Lula nos últimos dias, como a culpar a oposição pelas agruras que os mais necessitados vão passar, a resposta vem de fora, de relatório publicado esta semana pelo Banco Mundial, classificando de medíocre e desapontador o desempenho brasileiro na redução da pobreza.
O centralismo de Chávez suportou, pelo menos de início, a derrota que a população da Venezuela lhe infringiu e o de Evo Morales o está levando a um suicídio político, convocando o povo para julgá-lo publicamente. Resta saber como se comportará Lula se perder a batalha da CPMF.

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